13/07/1985: Live Aid e o Dia Mundial do Rock and Roll

13 de Julho de 1985. O mundo parou. Dois Palcos: Londres e Filadélfia. Foi um dia de Rock n’Roll. E o berço do Dia Mundial do Rock.

O rock nasceu no início da década de 50, nos EUA, e a partir daí ganhou o mundo, passando por diversas modificações sonoras e visuais. Mas é importante ressaltar que o dia mundial do rock não é apenas um dia estipulado por sua música ou pela mídia, mas também pelo seu envolvimento político e social que crescia a cada década e que foi simbolizado durante o festival de rock LIVE AID, realizado em 1985.

O fato é que no dia 13 de julho de 1985, um cara chamado Bob Geldof (vocalista do Boomtown Rats) com a ajuda do seu amigo Midge Uri, resolveu montar um Show de Rock, reunindo alguns roqueiros conhecidos. Mas desta vez não tinha nada a ver com o diabo (que, em se tratando de rock, quase sempre leva a culpa), o evento foi organizado com o objetivo de arrecadar fundos em prol dos famintos da Etiópia. Foi chamado de Live Aid.

O evento foi festejado simultaneamente em dois locais diferentes: Filadélfia-EUA e Londres-ING. Entre os roqueiros que pisaram no Live Aid, estavam nomes como: Queen, The Who, Paul McCartney, Led Zeppelin, David Bowie, Elton John, Neil Young, Eric Clapton, Bob Dylan, Mick Jagger, Keith Richards, Dire Straits, Phil Collins, Elvis Costello, Sting, B.B. King, Status Quo, Duran Duran, Sade, Madonna, Black Sabbath, Pretenders, entre muitos outros, como o próprio U2, que despontaram daí como uma banda de rock, digamos assim, filantrópica.

Eric Clapton comentou em sua autobiografia sobre os momentos que antecederam sua apresentação no festival: “Nos hospedamos no Four Seasons Hotel, onde cada quarto estava ocupado por músicos. Era a Music City, e como a maioria das pessoas, fiquei acordado a maior parte da noite na véspera do concerto. Não pude dormir de nervoso. Deveríamos subir ao palco ao anoitecer, e fiquei assistindo às apresentações dos outros músicos na TV durante a maior parte do dia, o que provavelmente foi um erro psicológico”.

Como mostram as palavras de Clapton o festival foi muito importante e tomou uma proporção monstruosa devido à diversidade de artistas a se apresentar, sem contarmos a responsabilidade dos músicos envolvidos em um projeto grandioso como esse. Aliás, como já sabemos, o evento fundou o Dia Mundial do Rock.

Londres, Estádio Wembley

Público estimado em 82.000 pessoas. O festival foi aberto nada mais nada menos, que pelo Queen, que de cara tocou “Bohemian Rapsody” sob intensa ovação, e os maneirismos do vocalista Freddie Mercury levaram toda a platéia no Wembley a bater palmas em uníssono durante “Radio Ga Ga” e a cantar junto, verso por verso, “We Will Rock You” e “We Are The Champions”. A apresentação da banda acabaria sendo eleita em uma enquete como o “Melhor Show Ao Vivo” já realizado. O ponto alto do festival.

 

Artistas:

Coldstream Guards, Status Quo, Style Council, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Spandau Ballet, Elvis Costello, Austria For Afrika, Nik Kershaw, Sade, Sting (com Branford Marsalis), Phil Collins, Sting e Phil Collins (com Branford Marsalis), Howard Jones, Bryan Ferry (com David Gilmour na guitarra), Paul Young, Paul Young e Alison Moyet, U2, Dire Straits’ e Sting, Queen (apresentada pelos comediantes Mel Smith e Griff Rhys Jones), David Bowie (com Thomas Dolby no teclado), The Who, Phil Collins e Steve Blacknell, Elton John, Elton John e Kiki Dee e para fechar com chave de ouro: Paul McCartney.

Filadélfica, JFK Stadium

Público estimado em 99.000 pessoas. Quando a corda da guitarra de Bob Dylan se partiu, Ron Wood tirou sua própria guitarra e a ofereceu a Dylan. Wood ficou parado no palco sem instrumento, e depois de animar a platéia começou a tocar “air guitar”, inclusive imitando Pete Townshend ao girar seu braço em círculos, até que um assistente de palco lhe trouxe uma outra guitarra. Embora este momento não tenha sido incluído no DVD, a apresentação foi, com imagens que mostram apenas Keith Richards. Mas há quem diga que quem parou os EUA foi Robert Plant e companhia com o Led Zepellin, isso sem contar nas várias apresentações de Mick Jagger.

Artistas:

Bernard Watson, Joan Baez (apresentada por Jack Nicholson), The Hooters, The Four Tops, B. B. King, Billy Ocean, Black Sabbath (apresentado por Chevy Chase), Yu Rock Mission (tocando em Belgrado), Run-DMC, Rick Springfield, REO Speedwagon, Crosby, Stills and Nash, Judas Priest, Bryan Adams, The Beach Boys (apresentado por Marilyn McCoo), George Thorogood and the Destroyers / Bo Diddley / Albert Collins, David Bowie e Mick Jagger, Simple Minds, The Pretenders, Santana e Pat Metheny, Ashford & Simpson, Madonna, Tom Petty, Kenny Loggins, The Cars, Neil Young, Power Station, Thompson Twins, Thompson Twins com Madonna e Nile Rodgers, Eric Clapton (com Phil Collins), Phil Collins (após tomar um Concorde da Inglaterra para os EUA), Led Zeppelin (com Tony Thompson, Paul Martinez e Phil Collins), Duran Duran, Cliff Richard, Patti LaBelle, Hall & Oates (com G.E. Smith do Saturday Night Live na guitarra) / Eddie Kendricks / David Ruffin, Mick Jagger com Hall & Oates / Eddie Kendricks / David Ruffin, Mick Jagger e Tina Turner, Bob Dylan, Keith Richards e Ronnie Wood e USA for Africa (liderada por Lionel Richie).

Live AId e Dia Mundial do Rock

O Live Aid conseguiu em 16 horas de show acumular cerca de 100 milhões de dólares, totalmente destinados ao povo faminto e miserável da África. Isso é a cara do ROCK AND ROLL!

Após 20 anos do evento, BOB GELDOF realizou em julho de 2005 o LIVE 8, uma espécie de “nova edição”, onde pôde contar com uma estrutura ainda maior, além da colaboração de inúmeros músicos para a solidificação de suas idéias, às quais, ainda se fundamentam em pressionar os principais líderes mundiais (o G8) para perdoar a dívida externa das nações mais pobres do mundo. Além disso, GELDOF firma-se na proposta de liberdade, ensino, cuidados médicos básicos para todas as crianças, remédios para portadores de AIDS, entre outras metas, que se depender de seu empenho, serão no mínimo amenizadas ou repensadas pelos líderes mundiais.

O Live Aind foi um evento estrondoso, e parou o mundo para assistir o puro Rock and Roll. Tanto que, desde então o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock

Um comentário em “13/07/1985: Live Aid e o Dia Mundial do Rock and Roll

  • 23/janeiro/2019 em 11:30
    Permalink

    existe um fuso horário de 5 horas entre os dois países,como o show foi realizado pelo horário de Londres,12:00! isso quer dizer que os artistas no JFK New york começaram as 7:00 da manha?!!

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Curtiu o post? Dê uma mãozinha para nós, compartilhe este brilhante artigo!
13/07/1985: Live Aid e o Dia Mundial do Rock and Roll