Bateria eletrônica: a evolução

Você que é baterista, ou está envolvido com música de alguma forma, provavelmente já ouviu ou até falou: “Bateria acústica é muito melhor que bateria eletrônica” ou ainda “Bateria eletrônica tem um som muito artificial”. Pois bem, pare um pouco, reflita no assunto, e então escute o som da TD9K da ROLAND abaixo:

Se você viu o vídeo acima, ou já mudou de ideia, ou pelo menos está pensando no assunto.

Hoje a Mundomax preparou para você um breve artigo sobre as baterias eletrônicas. E para começar, qual a melhor escolha? Eletrônica ou acústica? A resposta é depende. Depende da sua aplicação, como você vai usa-la e aonde ela vai ser tocada.

Prós e alguns contras

Como todas as artes a música também evoluiu. Cada vez mais surgem novos equipamentos e instrumentos musicais com propostas inovadoras que chamam a atenção dos profissionais do segmento. E seguindo esta evolução, a qualidade da bateria eletrônica também aumentou, e com ela a procura, principalmente por igrejas. A maioria tem optado pelo instrumento pelo mesmo motivo: além de oferecer qualidade sonora compatível a uma bateria acústica, possui outra vantagem: o volume de som emitido pode ser controlado.

Bateria Eletrônica ROLAND

A bateria eletrônica é um tipo de bateria em que as funções de tambores, pratos e outros componentes são exercidas por almofadas (pads em inglês) que captam os toques, em suas diversas intensidades e dinâmicas, e enviam para um módulo eletrônico para que esses toques sejam interpretados e transformados em sons de bateria.

Simples e funcional. Porém, há ainda uma certa resistência por parte dos bateristas, que como já falamos no início do artigo, acreditam que os timbres são artificiais. Entretanto, os módulos de bateria eletrônica estão cada vez melhores, e hoje são capazes de gerar ótimos timbres, comparáveis as melhores baterias acústicas. E mais, as baterias eletrônicas atuais reproduzem cada vez melhor a intensidade do toque, a qualidade das batidas e a expressividade do baterista.

Anteriormente as baterias eletrônicas em geral tinham um bom resultado, mas deixavam os bateristas um tanto frustrados. Elas eram desconfortáveis para tocar, não era possível usar pratos eletrônicos, e o pior, os bateristas tinham que perder muito tempo configurando sons e parâmetros de sensibilidade. Hoje, por exemplo, os modelos atuais Vdrums da ROLAND não necessitam de um extenso trabalho de edição de sons e preparos especiais para começar a tocar. Basta montar e sair tocando que o resultado já é altamente satisfatório.

Uma bateria acústica exige tratamento e isolamento acústico no local, com a eletrônica não é necessário tratar ou isolar. Ou seja, se você tem problemas com todo o estardalhaço e o som alto produzidos pelas baterias acústicas, uma bateria eletrônica resolve isto para você. Principalmente se você mora em apartamentos ou não quer incomodar os vizinhos.

Aparentemente o preço de uma bateria eletrônica é mais salgado do que o de uma bateria acústica. Aparentemente, pois a acústica torna-se mais cara porque necessita de acessórios como peles hidráulicas, cabos conectores, pratos de linha, redoma de acrílico para amenizar o impacto sonoro e microfones.

IGGOR e JUNIOR

São muitos os bateristas que já estão mudando para baterias eletrônicas. Júnior Lima e Iggor Cavalera, são bons exemplos. Júnior, filho do cantor sertanejo Xororó, toca na sua banda Soulfunk uma V-Drums TD-20 da ROLAND. Já Iggor Cavalera, fundador e ex-bateirista do Sepultura, usa a TD-12Kv.

Mas pense bem na hora escolher entre uma bateria acústica e uma eletrônica, se você pretende usa-la em um lugar com pouco espaço para montagem, onde você tem bons equipamentos de som e precisa ter um total controle do volume, compre uma bateria eletrônica. Mas se volume não é problema e espaço você tem de sobra, não pense duas vezes, compre uma bateria acústica.

Na Mundomax você encontra muitos modelos de bateria. Confira.

2 comentários em “Bateria eletrônica: a evolução

  • 7/fevereiro/2012 em 12:04
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    Sempre sentiremos, nos instrumentos musicais, diferenças do acústico para o eletrônico , mas isso não significa dizer que não possamos tirar bons resultados dos eletrônicos. Que o diga as guitarras, baixos, teclados. E por que não as baterias e outros instrumentos? A sensação diferente pode ser uma questão de adaptação. A tecnologia está ai evoluindo todos os instrumentos musicais.Bem verdade é que eu quero muito uma bateria dessas. Um abraço turma. Valeu!

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  • 8/outubro/2009 em 21:22
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    Uma batera eletronica pode ter evoluido, mas uma batera acustica ainda é muito mais real. Eu já toquei numa da yamaha eletronica e nao gostei. A sensação nao é muito boa, muito artificial. Mas tem gosto pra tudo, tem gente q só curte as eletronicas. Valeu turma.

    Resposta

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