Música e autismo: uma sintonia que produz o ritmo certo

A música possui bastante fama quando o assunto é atingir uma melhora de comunicação, aproximação e desenvoltura de quem a pratica. Por isso, ela é considerada um bom método para melhorar a socialização das pessoas. Este impacto foi identificado há algum tempo e deu origem ao que podemos chamar de “musicoterapia”.

 

O que é a musicoterapia?

De uma forma terapêutica, a musicoterapia busca desenvolver e oferecer um avanço na qualidade de vida de indivíduos, principalmente como reabilitação, prevenção ou, até mesmo, tratamento de distúrbios e doenças.

Os elementos de ritmo, harmonia e melodia atuam em um processo de facilitação de relacionamento, aprendizagem, expressão e organização, na intenção de atender diferentes necessidades relacionadas ao corpo, desde físicas até cognitivas.

Esta influência da música sobre nossos atos foi comprovada quando, após algumas guerras, músicos passavam a cantar e a produzir música para pacientes feridos dos combates, que começavam a demonstrar progresso no quadro clínico e no bem-estar a partir deste hábito.

A influência do método para autistas

Como um idioma universal, a musicoterapia também pode auxiliar crianças, jovens e adultos no tratamento de autismo, um distúrbio que provoca até três tipos de comprometimentos.

Ele gera um processamento sensorial diferenciado, fazendo com que portadores possam processar melhor informações espaciais e focar apenas em partes separadas, ainda que tenham dificuldade em formar uma ideia geral do todo. Por isso, autistas acabam tendo dificuldade em entender e se relacionar com outras pessoas, afetando a fala e tornando alguns de seus movimentos mecânicos e repetitivos.

Estudos mostram que crianças que recebem acompanhamento terapêutico relacionado com a música têm uma resposta emocional mais positiva. Este método tem o poder de desenvolver talentos e habilidades mediantes às experiências que a pessoa com autismo tem no contato com a musicalidade.

Mas como isso acontece?

Isso acontece porque a música faz com que todo o cérebro trabalhe e isso permite a remodelação, usando áreas do cérebro que o distúrbio desliga e inativa. Além disso, autistas tendem a apresentar uma alta capacidade para percepção de melodias.

Assim, elas passam a relacionar emoções e sentimentos de forma que facilite o envolvimento na comunicação e na criatividade dessas pessoas, tornando a música uma grande aliada para o próprio tratamento.

 

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